Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

Política e religião: o pensamento de Albert Einstein


Como todo mundo sabe, Albert Einstein foi um dos maiores cientistas do século XX. Suas teorias revolucionaram os conceitos da física clássica, tanto na abordagem de temas relativos ao macro-universo do espaço sideral, como também nas microdimensões do ambiente quântico.
As ideias e descobertas de Einstein, entretanto, são muito complexas e difíceis de ser compreendidas pelo senso comum. A linguagem científica da física é tão técnica e específica, que se torna incompreensível para a grande maioria das pessoas.
Mas, em relação a temas humanos e sociológicos, como política e religião, por exemplo, qual era o pensamento do grande cientista alemão sobre estes dois assuntos?
Seguem abaixo dois textos selecionados de autoria de Einstein, o primeiro sobre política (Por que o socialismo?) e o segundo sobre religião (Minha crença).

- POR QUE O SOCIALISMO? - artigo escrito especialmente para o primeiro número da revista marxista estadunidense Monthly Review, lançada em maio de 1949.
- MINHA CRENÇA - escrito em agosto de 1932, com gravação feita com a voz do próprio Einstein registrada em disco de de vinil para a Liga Alemã de Direitos Humanos.

EXALTEMOS TODOS O ÓCIO PRODUTIVO!

Eu li em um dos livros do Ruy Castro que, ainda mais legal do que unir o útil ao agradável, é unir o agradável ao agradável. Uma idéia carioquíssima: a exaltação do desfrute.
Há tempos venho ruminando sobre isso. Conheço muitas pessoas que vão ao cinema, a boates e restaurantes e parecem eternamente insatisfeitas. Até que li uma matéria com a escritora Chantal Thomas, na revista República, e ela elucidou minhas indagações internas com a seguinte frase: "Na sociedade moderna há muito lazer e pouco prazer".
Lazer e prazer são palavras que rimam e se assemelham no significado, mas não se substituem. É muito mais fácil conquistar o lazer do que o prazer. Lazer é assistir a um show, cuidar de um jardim, ouvir um disco, namorar, bater papo. Lazer é tudo o que não é dever. É uma desopilação. Automaticamente, associamos isso com o prazer: se não estamos trabalhando, estamos nos divertindo. Simplista demais.
Em primeiro lugar, podemos ter muito prazer trabalhando, é só redefinir o que é prazer. O prazer não está em dedicar um tempo programado para o ócio. O prazer é residente. Está dentro de nós, na maneira como a gente se relaciona com o mundo.
Chantal Thomas aborda a idéia de que o turismo, hoje, tem sido mais uma imposição cultural do que um prazer. As pessoas aglomeram-se em filas de museus e fazem reservas com meses de antecedência para ir comer no lugar da moda, pouco desfrutando disso tudo. Como ela diz, temos solicitações culturais em demasia. É quase uma obrigação você consumir o que está em evidência. E se é uma obrigação, ainda que ligeiramente inconsciente, não é um prazer.
Complemento dizendo que as pessoas estão fazendo turismo inclusive pelos sentimentos, passando rápido demais pelas experiências amorosas, entre elas o casamento. Queremos provar um pouquinho de tudo, queremos ser felizes mediante uma novidade. O ritmo é determinado pelas tendências de comportamento, que exigem uma apreensão veloz do Universo.
Calma. O prazer é mais baiano. O prazer não está em ler uma revista, mas na sensação de estar aprendendo algo. Não está em ver o filme que ganhou o Oscar, mas na emoção que ele pode lhe trazer. Não está em namorar uma garota ou rapaz, mas no encontro das almas. Está em tudo o que fazemos sem estar atendendo a pedidos. Está no silêncio, no espírito, está menos na mão única e mais na contramão.
O prazer está em sentir. Uma obviedade que merece ser resgatada antes que a gente comece a unir o útil com o útil, deixando o agradável pra lá.

*José Arreguy Pimentel

O ROMANCE NEO-REALISTA EM PORTUGAL

A denominação Neo-Realismo nos sugere a volta da moda realista, mas, em se tratando de Literatura, é claro que não pode haver um “retorno” d...